Saint Tropez e seu estilo celebridade

Antiga vila de pescadores, Saint-Tropez ainda mantém intactos seus casarões ocre e salmão, com janelas azuis e verdes que encantam artistas desde o fim século 19. A transformação da cidade, de vila de pescadores para ponto turístico, deu-se nos anos 60, é atualmente um dos pontos franceses mais badalados de veraneio, principalmente entre os jovens milionários e estrelas de Hollywood atrás de um belo bronzeado.

Saint-Tropez ganhou fama depois que a atriz Brigitte Bardot mudou-se para lá, contribuindo para transformá-la em ponto disputado do Jet Set internacional.

Com apenas 5 mil habitantes, a cidade   recebe 5 milhões de visitantes por ano – a grande maioria em Julho e Agosto. Ao longo de seu pequeno porto mediterrâneo, barcos antigos disputam espaço com iates modernos e enormes.

Para se ter uma idéia da badalação que toma conta da cidade nessa época, vale dar uma olhada em alguns números: Saint-Tropez recebe 8 mil iates a cada verão e mais de mil chegam a esperar lugar em Julho e Agosto. Só para ficar encostado no porto cada um deles pagam, em média, € 1 mil por dia. No Parque Saint-tropez, um condomínio famoso onde a lista de proprietários inclui  altos executivos de empresas, uma casa chega a custar €30 milhões.

É no verão também que os hotéis da cidade – sobretudo os mais exclusivos – lotam e faturam o suficiente, para poder fechar as portas de Novembro a Março. É o caso do luxuoso Château de Messardiere que funciona num palacete e que tem um SPA com produtos La Prairie. As diárias na alta temporada custam de € 700 a € 2.850 , dependendo da suíte, cujos tamanhos variam de 20 a 200 metros quadrados.

No centro, moradores e turistas bronzeados – alguns calçando as famosas sandálias tropezianas de couro, criadas nos anos 30 por um armênio e vendidas na loja K. Jacques – adoram ficar sentados em cafés olhando o movimento. Detalhe: todos de frente para a rua, ninguém quer ficar de costas.

Bem antes das celebridades, os artistas chegaram a Saint-Tropez, atraídos pelas cores e pelas luzes da cidade mediterrânea. Para conferir suas impressões, vale dar uma passada no museu de Annoinciade e observar obras criadas entre 1890 e 1950.

Com exposições temporárias no térreo e o acervo permanente no primeiro andar, ele funciona numa antiga capela, de grossas paredes erguidas em 1568, transformada em museu em 1955.

Entre as telas e esculturas da coleção estão obras de Henri Matisse (1869-1954), Georges Braque (1882-1963) e Edouard Vuillard (1868-1940). Além de trabalhos de Paul Signac (1863-1935), um dos primeiros a descobrir o porto. Em 1892, ele desembarcou por lá em seu iate Olympia. Encantado com a vila, comprou uma casa e transformou em estúdio.

Nas Muralhas :

Saint-Tropez também tem muitas tradições e locais históricos.

Um exemplo é a cidadela, o hexágono de muralhas de pedra construídas entre 1583 e 1607, para proteger o povoado de ataques inimigos. A cidade foi também a primeira da Provença a ser libertada – pelos seus aliados, na segunda guerra mundial.

Nos dias de sol, é lá que o agito se concentra. Principalmente nas praias particulares, onde restaurantes oferecem cadeiras de sol e almoço e chegam a cobrar € 50 por pessoa. Entre eles estão o famoso clube 55, criado em 1955 no meio da Baía de Pampelonne, o Le voile Rouge e o Key West Beach, que existe a 12 anos e tem entre as opções do cardápio, o delicioso peixe loup a La thai.

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